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Postagens

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Boa piada Filosófica , sobre como refutar a existência de uma cadeira. Se você não pode simplesmente negar que algo existe, então a melhor estratégia para negar que algo existe é simplesmente ignorar que este algo existe. Assim o ônus da prova é do seu oponente. Ele é quem tem de provar que esse algo existe.

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O que significa dizer 'eu creio na razão'? Por analogia à frase 'eu creio eu Deus', quer dizer que a pessoa que a enuncia acredita na existência da razão. Neste caso, supõe-se que a razão seja alguma coisa. Mas não me parece que seja isso que se tenha em mente ao enunciar 'eu creio na razão'. Este enunciado seria melhor parafraseado por 'eu confio na razão', ou, para detalhar um pouco mais, 'eu confio na razão como meio para solucionar problemas'. Aqui a razão é mais um meio, um processo e menos um objeto, o que nos gera de imediato dois tipos de problema: i) que tipo de processo a razão encerra e ii) como podemos saber que a razão é um processo confiável para solucionar problemas? Ambas as perguntas podem ser respondidas de várias maneiras e a segunda só pode ser enfrentada se pressupormos uma resposta para a primeira. Uma solução comum para a primeira é identificar o referido processo com o processo de raciocinar, de inferir, e dizer que ele é ...

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Se eu sugerisse que entre a Terra e Marte há uma bule chinês girando em torno do sol em uma órbita elíptica, ninguém estaria apto a refutar a minha afirmação desde que eu fosse cuidadoso o bastante e acrescentasse que o bule é muito pequeno para ser revelado pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se eu seguisse adiante e disesse que, visto que a minha afirmação não pode ser refutada, duvidar dela seria uma presunção intolerável por parte da razão humana, então dever-se-ia naturalmente pensar de mim que falo um contra-senso. Se, no entanto, a existência desse bule fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada a cada domingo, e implantada na mente das crianças na escola, então a hesitação em acreditar na sua existência seria uma marca de excentricidade e legitimaria chamar, sobre o incrédulo, a atenção do psiquiatra em uma era iluminada e a do Inquisitor em um tempo passado. (Russell). Wittgenstein também trata, em Da Certeza , de asserções que são indubitáveis....

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Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.

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Toda paixão, com efeito, por mais etérea que possa parecer, na verdade enraíza-se tão somente no instinto natural dos sexos; e nada mais é que um instinto sexual perfeitamente determinado e individualizado. (Schopenhauer) Esta é, basicamente, a tese que Schopenhauer desenvolve no seu livro "Metafísica do Amor". O amor tem um fundamento, o instinto dirigido à perpetuação da espécie. Eu não duvido da acuidade biológica desta afirmação. É bem provável que todos os sistemas neurais que possibilitam as sensações e experiências amorosas tenham sido selecionados naturalmente. Também não duvido que o meu faro sexual seja dirigido pelo instinto. Eu só acho que o nome do livro deveria ser "A biologia do Amor". Saber qual é a causa do amor não nos ajuda em absolutamente quase nada para saber como é o amor e os significados que ele pode vir a ter para a existência humana. O que muda na minha vida enquanto vivo um amor? E depois de vivê-lo, que impressões ele deixa? Que novos ho...

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Quanto mais consciência houver, tanto mais eu haverá. Pois que, quanto mais ela cresce, mais cresce a vontade, e haverá tanto mais eu quanto maior for a vontade. Num homem sem vontade, o eu é inexistente. Todavia, quanto maior for a vontade maior será nele a consciência de si mesmo (Kierkegaard) . Sim. Mil vezes sim. Um homem em um rio. Ele tem uma escolha. Nadar contra a correnteza ou deixar-se levar por ela. A força que precisa fazer para ir contra o rio é a medida da sua vontade. A física aqui é clara. A reação do rio ao seu ímpeto dar-lhe-á a consciência corpórea da sua própria força. Aquele que se deixa levar pela correnteza, ao contrário, não sente um movimento sobre si e, portanto, não tem como se perceber. A escolha do homem no rio é completamente visível àqueles que permanecem na margem. Sua resistência à correnteza fa-lo-á se destacar do próprio rio, ele cavalga sobre as águas. Aqueles que se deixam levar, ao contrário, submergem e se confundem com o caldo da correnteza. Não...

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Vou supor, para ser breve, que o conhecimento implica a certeza. Se eu sei que p, então estou certo que p. Se lermos "estou certo que p" como uma expressão de sucesso, então a certeza implica o conhecimento. Se eu estou certo que p, então eu sei que p, já que não posso estar em erro. Por outro lado, se lermos "estou certo que p" como uma expressão do grau de convicção, então a certeza não implica o conhecimento. Posso ter as melhores evidências em favor de p que consigo imaginar e sentir-me completamente convicto de que p, mas ainda assim, é possível que eu esteja em erro e, portanto, não saiba que p. Vamos agora ao assunto que me interessa. É possível uma decisão sem arrependimentos? Sim, se ela estiver baseada no conhecimento. Mas acredito que ela também seria possível mesmo que estivesse baseada na convicção. Vamos supor que fiz o melhor de mim ao reunir as evidências e, assim, atingi o grau máximo de convicção que poderia, naquela situação, conceber. Neste caso,...