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Como se pode observar, a maioria dos problemas arrolados por Michel Tye [16] remete à questão de como podemos encarar a experiência consciente como um fenômento natural, isto é, como podemos e se podemos tornar compatíveis a experiência subjetiva e a explicação naturalista do mundo.

Hurley, em Consciousness in Action, arrola algumas outras questões que mercem atenção também, embora o foco aqui seja mais uma compreensão intrínseca da consciência e menos a sua relação com as ciências básicas.

Vejamos as questões:

1) Qual a relação entre o tipo fenomênico e o tipo representacional, isto é, quando você tem a experiência de um quadrado vermelho, qual a relação entre o modo como o quadrado vermelho lhe aparece, sua quadratura e a sua vermelhidão, com aquilo que está representado na sua experiência, a saber, o quadrado vermelho?

2) O que faz com que a consciência esteja unificada ao longo do tempo? Como a unidade da consciência se relaciona com a identidade pessoal ao longo do tempo?

3) O que é auto-consciência? A consciência requer auto-consciência? A auto-consciência demanda habilidades conceituais?

4) O que faz com que um estado seja consciente? Em que consiste a ausência ou presença de consciência? Qual seria a sua função evolutiva?

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