Escolher não é difícil em virtude de todas as conseqüências que se terá de arcar. Isso é fácil, pois geralmente temos como medir o peso das conseqüências e se seremos capazes de suportá-lo. Escolher é difícil por causa do peso inestimável de todos os seus EUs possíveis que você deixa definitiva e irremediavelmente para trás quando opta por apenas um deles. A escolha envolve sempre uma negação múltipla de si. Os nostálgicos sofrem mais para escolher.
Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.
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