Esperar demais aumenta a probabilidade do sofrimento futuro, ao passo que esperar de menos aumenta efetivamente o sofrimento presente. O efeito da desesperança presente pode ser contrabalanceado com a aceitação e a resignação presentes. O efeito do excesso de esperança também, se o sofrimento futuro vier a se concretizar. A desesperança pode ser diminuída pela ação. E o excesso de esperança pode ser podado pela prudência.
Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.
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