Uma ética parcialista parte da idéia de que obrigações e permissões morais se baseiam em certas relações especiais, estabelecendo um núcleo duro da moralidade. Que relações são essas? Relações de afeto, dos mais variados tipos, amor, compaixão etc, que o indivíduo tem consigo mesmo e com os outros. Diferentes graus de parceria que se estabelece com os outros implicam igualmente diferentes graus de obrigação e permissões morais. O amor por si ou por outra pessoa é uma relação básica repleta de implicações morais. Uma pessoa que diz amar uma outra está, se seus sentimentos são sinceros, disposta a promover o seu bem. Se ela diz amar e, no entanto, não faz nada para promover o bem da outra ou mesmo poupá-la de sofrimento, então ela age hipocritamente ou, pior ainda, irracionalmente. Mas o que dizer da situação em que você ama outra pessoa, dispõe-se a promover-lhe o bem e a lhe poupar o sofrimento, mas não obtém sucesso algum? Se obtém apenas fracassos em reiteradas tentativas, não perde o próprio amor, nesta situação, a sua razão de ser? Não nasce o amor justamente com o ímpeto de transcender em bens o seu ser de origem e se essa transcendência não se consuma, em virtude da opacidade do ser amado ao próprio ser do seu amor, não perde então esse amor a sua razão, seu ímpeto em ser e se transcender?
Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.
Comentários
lembre-se sempre, seu amor não é antidepressivo, afinal se fosse me tiraria o tesão - e é a última coisa que ele faz...
o amor não é tudo na vida, existem outras coisas , exigências sociais, próprias, padrões, valores, tudo isso influencia na 'felicidade' de uma pessoa.
você não pode fazer milagre =/