"Filosofia brasileira" não deveria ser confundida com "filosofia do Brasil", se, por esta expressão, entendemos filosofia feita sobre o Brasil, sobre questões culturais-existenciais brasileiras. É curioso, pois quando se fala em filosofia francesa ou inglesa, ninguém pensa automaticamente que se esteja referindo a filosofias sobre aspectos da cultura francesa ou inglesa. "Filosofia francesa" quer dizer apenas filosofia feita por franceses. "Filosofia brasileira" também deveria dizer algo semelhante, ou seja, filosofia feita por brasileiros. Que filosofia? Qualquer uma, não importa, desde que seja filosofia e não apenas um comentário sobre filosofia ou uma história da filosofia. Se alguém cita Flusser, Roberto Gomes e Bazzo como exemplos de filosofia brasileira, mas não cita Claudio Costa, Décio Krause e Newton da Costa e até resiste em fazê-lo, então essa pessoa claramente confunde "filosofia brasileira" com "filosofia do brasil" ou simplesmente toma ambas as expressões como sinônimas.
Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.
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