Queremos o certo para errar menos, mas é justamente por achar que temos o certo que erramos tanto e de um modo tão feio.
Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.
Comentários
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p.s.: A estaticidade que a verdade( o certo) nos transmite é cômoda. Admitir que ela - a verdade - não existe, é apavorante.(Pensamentos de um alienado)
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Felizmente, ando tão confusa.
Admitir que a verdade não existe, o que nos leva rapidamente a alguns paradoxos, é diferente de admitir que ela é bem difícil de se obter.
O que devemos querer, eu não sei. Mas certamente é bom que aprendamos a viver o melhor possível em meio às incertezas. O fato de não se ter certezas não implica que todas as incertezas estejam em pé de igualdade.
Talvez a incerteza(talvez a incerteza é ótimo!) e a constante possibilidade de atestá-la e transformá-la seja o nosso combustível, o que move as nossas vidas. Acredito muito nisto hoje.( até quando durará a minha crença?risos!permita-me a referência. >texto 133<)
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Gostaria de compreender melhor o que você quis dizer com o desnivelamento das incertezas. Não percebi claramente...
Obrigada pela atenção!
Quis dizer o seguinte: partindo do conhecimento que você herda, o que não significa que não possa questioná-lo pontualmente, você consegue separar as suas crenças entre mais e menos justificadas, entre mais e menos sensatas. O desnivelamento entre as incertezas não é fixo, é incerto, porém é quase-certo que o traçará cada vez mais com menos arbitrariedade, o que não implica que algum dia o fará de modo fixo. Que o incerto seja incerto não é tão ruim quanto parece.