Em [69] e [70], inquiri, de maneira superficial, a origem do valor da vida. Recentemente, encontrei um texto do Cabrera que leva a questão mais a fundo. Ele faz uma interessante distinção entre éticas afirmativas e negativas. As primeiras tomam como pressuposto o valor da vida, enquanto as segundas vão um pouco mais longe e se perguntam pelo valor da vida, sua origem e se viver é compatível com uma vida ética.
Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.
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