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Uma pessoa pode facilmente adquirir a competência para desenhar uma estrela de cinco pontas. No entanto, dificilmente esta pessoa conseguirá, sem o auxílio de régua e compasso, desenhar sucessivamente 10 estrelas idênticas. O sistema motor não tem esse grau elevado de efiência métrica. Este fato sugere também que talvez a representação mnemônica da estrela não tenha uma estrutura imagética. O que a pessoa retém são as relações topográficas. Se isto for verdade, então a lembrança de uma estrela não envolve apenas uma simples apresentação de uma imagem gravada; envolve sim a capacidade de imaginar, isto é, de construir uma imagem a partir das relações topográficas retidas. Lembrar é criar.

Comentários

Leben disse…
Eros, concordo bastante com o seu raciocínio aqui (apesar de eu não ser expert no assunto), mas pergunto: Se lembrar é criar, para o indivíduo, o que é lembrar para a espécie?

Nessa eu te peguei (risos)...
Quero só ver (risos)...
Reproduzir alguma imagem em série a partir do pensamento ou da representação de algo!?
Isso me lembra um pouco Benjamin falando sobre a arte, quando uma pintura, por exemplo, passa a ser em série deixa de ser obra de arte, a obra de arte só é arte por ser única. Partindo disso, uma estrela perfeita e desenhada por várias vezes numa sequência tipo "cópia-perfeita"(supondo que fosse possível que todas viessem a ser milimetricamente iguais) todas as estrelas poderiam ser consideradas como obra de arte?
fica para reflexão,
beijos
sANdrA
Leben disse…
Vou refletir sobre isto Sandra.
Leben disse…
Sim, eu sei o que é lembrar para a espécie.

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