Dilema da amizade. Suponha que você tenha uma informação relevante que, se transmitida a terceiros, poderia evitar com que o seu amigo se ferisse gravemente. No entanto, seu amigo lhe pede que não transmita a informação e enfatiza a confiança que deposita em você, além disso, ele está bem ciente do seu risco. O que você, na qualidade de amigo, faz? Que tem mais importância em uma relação de amizade, o seu afeto pelo amigo, pela vida do amigo, pelo seu bem-estar, ou a confiança sobre a qual a relação se estabelece? Se você transmite a informação e quebra, assim, a confiança do seu amigo, é mesmo possível que a amizade termine, que seu amigo não o perdoe. E, de fato, parece ser difícil ser amigo de alguém em quem você não confia. Mas será a confiança necessária? Por outro lado, se você não transmite a informação e o seu amigo se fere quase mortalmente, não se poderia dizer que o seu apreço pelo amigo era demasiado pequeno a ponto de nem qualificarmos a relação que tinha com ele como a de amizade, já que não se importou o suficiente com a vida dele? Não, já que poderá se defender dizendo que o fez em nome da confiança que ele depositou em você. Por outro lado, se trai a confiança dele contanto a informação, também poderá se defender diante dele dizendo que o fez motivado pela preocupação com o seu bem estar. Mas eu ainda me pergunto, o que é mais necessário para a amizade, o apreço pela vida ou a confiança? Ou não há uma moeda comum para medir tal coisa? O que dá para dizer é que tanto uma quanto a outra são fundamentais para a amizade, já que a falta de uma pode ser justificada em nome da outra, o que não significa que as partes acusadoras aceitarão a justificativa. Mas ela é compreensível.
Um filme tem a capacidade de nos fazer imaginar e mesmo sentir, ainda que parcialmente, uma situação existencial possível. É por este motivo que filmes que condensam uma vida inteira, seja ela repleta de alegrias ou de tragédias, no espaço de uma ou duas horas são tão impactantes. Não fomos projetados para sentir tanto em tão pouco tempo. Mas sentimos e isso achochalha o nosso Eu.
Comentários
(oi :-)
O que pensas sobre a pergunta que está lá no blog das Conntradições?
Pensei logo de cara em ti: o que será que o Eros responderia?
(dá uma flanada lá no primeiro post?)
beijos
sANdrA