Anedota filosófica. Platão estava ministrando a teoria das idéias para os seus discípulos e, ao exemplificá-la, aponta para um copo em cima da uma mesa próxima e diz que, embora possa haver inúmeros copos como aquele, há apenas uma única idéia de copo e a sua existência precede a dos copos particulares. Diógenes, neste momento, se levanta e caminha para a mesa, observa o copo e retruca dizendo que não vê nenhuma idéia de copo no copo. Platão responde que embora ele tenha olhos para ver copos particulares, Diógenes não tem intelecto para ver a idéia do copo. Diógenes, então, olha para dentro do copo e diz que ele está vazio. Depois ele pergunta a Platão de onde viria a idéia de vazio que precede o vazio do copo. Platão ficou a pensar, enquanto isso, Diógenes se aproximou, tocou na cabeça de Platão com o seu indicador e disse, "Eu acho que aqui você vai encontrar O vazio".
Irracionalismo é a tese de que os nossos julgamentos são arbitrários. O irracionalismo pode aplicar-se apenas a um setor do conhecimento humano. Por exemplo, podemos ser irracionalistas morais. Assim, julgamentos morais sobre como agir, o que fazer, o que é certo e errado são arbitrários, não temos uma razão para eles, eles não se fundam em nada que possa legitimá-los diante dos outros. Podem ser fomentados por nossas emoções ou desejos, mas nada disso tira a sua arbitrariedade diante da razão. Chegaríamos ao irracionalismo moral se tivéssemos razões para pensar que não há nada na razão que pudesse amparar julgamentos morais. Isto é, dado um dilema moral do tipo "devo fazer X ou ~X", não há ao que apelar racionalmente para decidir a questão. Donde se seque que, qualquer decisão que você tomar, seja a favor de X, seja de ~X, será arbitrária. Como poderia a razão ser tão indiferente à moralidade? Primeiro vejamos o que conferiria autoridade racional a um julgamento moral, pois ...
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