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[131] O erro do certo

Queremos o certo para errar menos, mas é justamente por achar que temos o certo que erramos tanto e de um modo tão feio. 

Comentários

Rhanna disse…
E agora...o que devemos querer?
...
p.s.: A estaticidade que a verdade( o certo) nos transmite é cômoda. Admitir que ela - a verdade - não existe, é apavorante.(Pensamentos de um alienado)
...
Felizmente, ando tão confusa.
Eros disse…
Oi Rhanna,

Admitir que a verdade não existe, o que nos leva rapidamente a alguns paradoxos, é diferente de admitir que ela é bem difícil de se obter.

O que devemos querer, eu não sei. Mas certamente é bom que aprendamos a viver o melhor possível em meio às incertezas. O fato de não se ter certezas não implica que todas as incertezas estejam em pé de igualdade.
Rhanna disse…
Olá, Eros!

Talvez a incerteza(talvez a incerteza é ótimo!) e a constante possibilidade de atestá-la e transformá-la seja o nosso combustível, o que move as nossas vidas. Acredito muito nisto hoje.( até quando durará a minha crença?risos!permita-me a referência. >texto 133<)

...

Gostaria de compreender melhor o que você quis dizer com o desnivelamento das incertezas. Não percebi claramente...

Obrigada pela atenção!
Eros disse…
Oi Rhanna,

Quis dizer o seguinte: partindo do conhecimento que você herda, o que não significa que não possa questioná-lo pontualmente, você consegue separar as suas crenças entre mais e menos justificadas, entre mais e menos sensatas. O desnivelamento entre as incertezas não é fixo, é incerto, porém é quase-certo que o traçará cada vez mais com menos arbitrariedade, o que não implica que algum dia o fará de modo fixo. Que o incerto seja incerto não é tão ruim quanto parece.