Vou supor, para ser breve, que o conhecimento implica a certeza. Se eu sei que p, então estou certo que p. Se lermos "estou certo que p" como uma expressão de sucesso, então a certeza implica o conhecimento. Se eu estou certo que p, então eu sei que p, já que não posso estar em erro. Por outro lado, se lermos "estou certo que p" como uma expressão do grau de convicção, então a certeza não implica o conhecimento. Posso ter as melhores evidências em favor de p que consigo imaginar e sentir-me completamente convicto de que p, mas ainda assim, é possível que eu esteja em erro e, portanto, não saiba que p. Vamos agora ao assunto que me interessa. É possível uma decisão sem arrependimentos? Sim, se ela estiver baseada no conhecimento. Mas acredito que ela também seria possível mesmo que estivesse baseada na convicção. Vamos supor que fiz o melhor de mim ao reunir as evidências e, assim, atingi o grau máximo de convicção que poderia, naquela situação, conceber. Neste caso,...