Em [125] , relacionei os predicados "ser livre" e "estar em um estado de compulsão". Interpretei ambos gradualmente e defendi que quanto mais um sujeito se encontra em um estado compulsivo, menos ele é livre. Nada disse sobre a relação reversa. O sujeito ser menos livre por outras razões é algo que ainda deixo em aberto. Um caso evidente de compulsão é a do viciado em drogas. Quando o grau do vício é muito elevado, descrevemos o sujeito como muito pouco livre, já que a sua vontade de consumir drogas prepondera o tempo todo ou quase o tempo todo. No entanto, podemos nos perguntar se o fato de ele ser considerado relativamente não-livre, nesta situação, se deve menos ao seu estado compulsivo, quebrando, assim, a associação que fiz, e mais ao fato de ele estar "preso" a uma "má" vontade, a saber, a de usar drogas. Se ele estivesse igualmente preso a uma boa vontade, diríamos que ele é livre? Enfim, o ser ou não livre depende do juízo de valor que fa...